segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

TECNOLOGIAS PARA REALIZAR MUDANÇAS PROFUNDAS NA EDUCAÇÃO

Numa sociedade cada vez mais conectada, ensinar e aprender podem ser feitos de forma muito mais flexível, ativa e focada no ritmo de cada um. As tecnologias móveis desafiam as instituições a sair do ensino tradicional em que o professor é o centro, para uma aprendizagem mais participativa e integrada, com momentos presenciais e outros a distância, mantendo vínculos pessoais e afetivos, estando juntos virtualmente. Podemos ir menos dias à universidade e continuar aprendendo de forma significativa. Isso implica em ampliar a restrição dos vinte por cento a distância nos cursos presenciais, em mudar o currículo presencial, as metodologias de organização do ensinar e aprender (também no ensino médio). Os cursos serão cada vez mais semi-presenciai e a distância, mas sempre com tecnologias em rede leves e móveis.


As tecnologias digitais facilitam a pesquisa, a comunicação e a divulgação em rede. Temos as tecnologias mais organizadas, como os ambientes virtuais de aprendizagem – como o Moodle e semelhantes– que permitem que tenhamos um certo controle de quem acessa ao ambiente e do que precisa fazer em cada etapa de cada curso. Além desses ambientes mais formais, há um conjunto de tecnologias, que denominamos popularmente de 2.0, mais abertas, fáceis, gratuitas (blogs, podcasts, wikis...) , onde os alunos podem ser protagonistas dos seus processos de aprendizagem e que facilitam a aprendizagem horizontal, isto é, dos alunos entre si, das pessoas em redes de interesse, etc. A combinação dos ambientes mais formais com os informais, feito de forma integrada, nos permite a necessária organização dos processos com a flexibilidade da adaptação à cada aluno.

Todos os processos se digitalizam, tanto os administrativos como os pedagógicos, tudo se integra com tudo, tudo e todos podem falar com todos. Isso agiliza a tomada de decisões, permite a horizontalização de processos de envolvimento de todos, diminui a burocracia, torna as estruturas físicas mais compactas e as acadêmicas mais leves. Nos mesmos prédios podemos colocar muitos mais alunos, porque pode ser programada uma maior rotatividade de ocupação de espaços, uma diminuição de tempos necessários de estarmos todos juntos nos mesmos lugares e tempos. Precisamos tornar a organização curricular mais semipresencial e flexível, com metodologias mais centradas nos alunos, na colaboração e na adequação a ritmos de aprendizagem diferentes.

Tudo isso exige mudanças organizacionais e legais profundas, que até agora não foram encaradas de verdade tanto pelos legisladores, pelos órgãos educacionais reguladores como pelos mantenedores e gestores educacionais. Essas mudanças profundas ainda estão só no começo e nos desafiam a todos a sermos cada vez mais criativos e empreendedores.

http://moran10.blogspot.com/2009/12/tecnologias-para-realizar-mudancas.html

José Manuel Moran

A Web 2.0 e as possibilidades de uso na Educação

A Web 2.0 surgiu e se disseminou fora dos sistemas educativos para o relacionamento social e a formação de redes. Como educadores, vamos analisar quais as características têm essas novas tecnologias emergentes, suas potencialidades, possíveis contribuições e limites de integração à prática pedagógica.


A educação hoje, mais do que nunca, deve trabalhar com a experiência de vida dos educandos e, ao mesmo tempo, prepará-los para a vida; deve integrar a recriação do significado das coisas, a cooperação, a discussão, a negociação, a busca de solução de problemas e a melhoria da qualidade de vida. Para tanto, devem-se utilizar metodologias ativas que favoreçam a interação social e a capacidade de comunicar-se, de trabalhar em grupo; o desenvolvimento do pensamento crítico e criativo; e a descoberta do prazer de aprender, ao mesmo tempo em que se incentivem atitudes de cooperação, respeito mútuo, solidariedade e cidadania responsável.

Neste novo contexto de uso da Web 2.0, não podemos deixar de pensar no papel e função do professor atual, que é desafiado a assumir uma postura ativa, criar estratégias que propiciem ao aluno desenvolver processos de aprendizagem por meio dessas tecnologias. O professor deixa de ser um transmissor do conhecimento adquirido e assume o papel de um orientador, sem mais ter de ensinar em situação solitária, mas sim colaborativamente, ao lado de seus alunos, integrando as linguagens e os instrumentos que fazem parte do cotidiano, suas características culturais e demandas, aos objetivos de aprendizagem para que possa propiciar o desenvolvimento de currículo motivador e mobilizador de conhecimentos do senso comum e científicos.

O uso de interfaces da Web 2.0 pode ser inserido, gradativamente, nas atividades pedagógicas. Por exemplo, fornecendo textos para leitura prévia em blogs e pedindo aos alunos que os comentem no próprio blog, utilizando wikis na criação de textos colaborativos e assim sucessivamente.


Texto do curso de Especialização em Mídias na Educação

domingo, 20 de dezembro de 2009

A LITERATURA DE CORDEL NA BIBLIOTECA VIRTUAL

ESTADO DO MARANHÃO


SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

UNIDADE INTEGRADA CLÁUDIO CARNEIRO

CURSO PARA INTRODUÇÃO DIGITAL

PROFESSOR: JOSÉ ROBERTO SANTOS SOUSA



PROPOSTA DE APLICAÇÃO DO PROGRAMA LINUX NA ESCOLA





A LITERATURA DE CORDEL NA BIBLIOTECA VIRTUAL



A literatura de cordel é uma das riquezas cultural que se tem no nordeste brasileiro. Porém, um pouco esquecida pela maioria dos educadores nas salas de aulas.

A proposta aqui, é divulgar a Literatura de Cordel, seu contexto histórico, textos e autores mais conhecidos, usando como fonte de pesquisa a biblioteca virtual – Domínio Público – do programa Linux Educativo.

Na sala de aula, os alunos conhecerão um pouco da história dessa literatura. Conhecerão as formas de composição dos textos e os tipos de rimas. Entenderão o porquê da denominação “cordel”e outros fatores que possam surgir na discussão.

Em seguida, os alunos serão conduzidos ao laboratório de informática, onde pesquisarão na biblioteca virtual – Domínio Público – o que foi discutido na sala de aula, obedecendo os seguintes passos:

1- Conhecer o histórico da Literatura de Cordel;

2- Relacionar os principais autores;

3- Conhecer alguns títulos e observar os desenhos de capa;

4- Destacar um título para leitura de algumas estrofes; e,

5- Copiar no caderno algumas estrofes.

De volta à sala de aula, os alunos vão ler suas estrofes que copiaram para compartilhar com os colegas e em seguida produzirão seus próprios textos.

Observa-se, portanto, que o uso das tecnologias na escola são ferramentas de grande importância para o desenvolvimento do Ensino-Aprendizagem.



(Prof. José da Silva Oliveira)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

RIVED: MATA CILIAR

COLÉGIO MUNICIPAL FRANCISCO JOVITA

ESPERANTINÓPOPLIS, MARANHÃO- 04/12/2009

PROFESSORA: Maria Rosélia Santos Sousa

CURSO INTRODUÇÃO DIGITAL

FORMADOR: JOSÉ ROBERTO SANTOS SOUSA



PROPOSTA DE COMO TRABALHAR O PROGRAMA LINUX EDUCACIONAL NO ENSINO DA GEOGRAFIA.



RIVED- SLIDE


TEMA: MATA CILIAR



APRESENTAÇÃO



O Meio Ambiente é um tema que a cada dia vem sendo trabalhado de forma mais frequente e aprofundada nas práticas pedagógicas de muitos educadores, tanto na área de Geografia como na de Ciências.


OBJETIVOS:

• Fazer com que os alunos compreendam a importância da mata ciliar para a preservação dos cursos d'água;

• Identificar as diferenças relativas a processos como infiltração, escoamento superficial e inundação entre uma área com mata ciliar preservada e outra onde a vegetação foi retirada (área urbana).


METODOLOGIA:


*Primeiro momento, leitura do texto-Vegetação dos cursos d'água;

*Apresentação de Slides do RIDED.

sábado, 12 de dezembro de 2009

CLUBE DO LEITOR

1. OBJETIVO GERAL: Proporcionar a leitura impressa a partir de um clube de pessoas, que proporcione interação coletiva e individual no contexto da leitura.


2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

2.1. Viabilizar a leitura de revistas, jornais e livros;

2.2. Organizar na escola grupos de 10 a 15 alunos para a concretização do clube;

2.3. Organizar um armário com o material impresso necessário;

2.4. Fazer o clube de leitor no sistema de troca de materiais impressos;

2.5. sempre que possível fazer uma reunião com todos para a socialização do que foi lido.

3. Público a ser envolvido: alunos, professores, supervisores e gestores.

4. MÍDIAS A SEREM UTILIZADAS: serão utilizados no projeto as mídias impressas como jornais diversos, revistas, livros didáticos ou paradidáticos.

5. ATORES E PAPÉIS QUE DEVERÃO DESEMPENHAR: Os professores deverão incetivar os alunos a participar do projeto, bem como também serem participantes ativos. A gestão da Escola providenciar o armário e participar ativamente. Os alunos selecionarem ou solicitarem os materiais impressos comprando, os que já existem na escola ou através de doações para ser lido e colocado no armário à disposição de todos. Por fim, a supervisão será uma parceira ativa no projeto.

6. DINÂMICA DA ATIVIDADE: A cada mês será promovida uma reunião de cada clube e a cada dois meses uma reunião com todos os participantes. Sempre obedecendo a um roteiro comum que será criado por todos.

7. PERÍODO DE REALIZAÇÃO – a primeira etapa de seis meses. E depois faz-se avaliação.

8. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE: A cada dois meses fazer uma avaliação dos resultado de forma oral e escrita, simultaneamente, dos clubes de leitores, bem como fazer uma outra no final do semestre definido para a execução do projeto.




José Roberto Santos Sousa

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

INTERNET



A Internet possibilita a entrada do individuo no mundo virtual. Desta forma urge a necessidade de educadores e educandos apropriarem-se destas ferramentas que os levem ao conhecimento palpável da mesma, no sentido de favorecer um conhecimento qualitativo.
A Internet possibilita ao ser humano uma visão holística do mundo, sem preconceitos. Portanto, o que precisa ser feito é um trabalho educacional que conduza as pessoas a acessarem sites que estejam voltados para a informação e formação. Não somente a percepção de um amontoado de informação que a Internet distribui.
Muitas vezes as pessoas pernoitam na frente do computador e pouco resultado se obtém com a sua utilização. Pois, não utilizam a Internet para pesquisas, buscas de conteúdos que contemple um espaço de cognição.
Sem dúvida essa rede internacional de informação só tem a contribui com a interatividade dos indivíduos, desde que seja bem utilizada.
Certamente, O que precisa ser feito é sensibilizar os professores, gestores, supervisores sobre a necessidade de se ter acesso à tecnologia da informação e comunicação. Visto que muitos dos nossos alunos já têm esse contato direto com o computador, bem com a Internet.
E quando começar?


Agora...


Começar e continuar a partir de grupo de estudos com professores sobre a presença da Internet e das tecnologias em nossa vida.




José Roberto Santos Sousa - Pós-graduando em Mídias na Educação- UFMA 




TRATE SUA VOZ COM CARINHO

Instrumento de trabalho dos professores, ela nem sempre recebe os cuidados necessários
O sinal toca. A aula vai começar. Chegou a hora de “enfrentar” a turma do segundo ano do ensino médio. É a primeira semana após as férias e estão todos cheios de novidades para contar. Nesta situação é inevitável não ocorrerem as chamadas conversas paralelas. Do outro lado da sala, o professor. Para impor respeito e conseguir dar aula, não tem jeito, é preciso falar um pouco mais alto.

Qual professor não tem essa mesma história para contar? Mesmo que deseje, nestas condições, cuidar da voz é um pouco difícil. “Dar aula numa turma cheia de alunos barulhentos é bem complicado. Eu ficava rouca de tanto forçar a voz para pedir silêncio e ser ouvida”, conta a professora de História, Maria Alice das Neves, de Fortaleza (CE).

De acordo com a fonoaudióloga Maria Carolina Furlan, de São Paulo (SP), a rouquidão é o indício do que pode vir a se tornar um incômodo maior. “Sem cuidados ou tratamento, o mau uso da voz combinado com diversos fatores, como a temperatura inadequada do ar-condicionado e a falta de hidratação, pode levar ao nódulo vocal, popularmente conhecido como calo”, explica.

Antes que tivesse esse problema, a professora Maria Alice aderiu ao uso do microfone e da caixa de som em sala de aula. “Seja qual for o número de alunos, eu consigo projetar a minha voz e ser ouvida por todos, sem que precise ficar gritando. Assim a aula se torna até mais proveitosa”, destaca.

Evitar falar enquanto escreve no quadro negro também deve ser um hábito dos professores. Como está de costas para os alunos, é mais difícil propagar o som, exigindo o aumento no volume da voz e o inevitável desgaste.

Para quem enfrenta o choque de temperaturas entre o meio ambiente e o ar refrigerado da sala de aula ou geralmente é vítima dos efeitos climáticos em sua região, indica-se andar agasalhado de forma adequada e evitar exposições a correntes de ar contínuas.

Outra dica é ter sempre uma garrafa de água e dar uns goles durante a aula. “A água ajuda a manter a umidade na boca e a relaxar a musculatura da laringe. Vale lembrar que é necessário beber dois litros de água por dia”, enfatiza a fonoaudióloga e professora da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), Regina Zanella Penteado. Os cuidados também se estendem à alimentação. É preferível comer alimentos leves, como frutas, verduras e legumes, e evitar gorduras e frituras. As bebidas excessivamente frias ou quentes também devem ficar de fora do cardápio do educador.

Uma boa noite de sono também influi na saúde vocal. É sabido que o organismo precisa, em média, de oito horas de repouso diário para recuperar as energias. Uma noite mal dormida, além de causar a sensação de cansaço no dia seguinte, deixa a voz rouca e fraca.

A postura inadequada também atrapalha na fala. O relaxamento dos ombros e a “posição de corcunda” dificultam a respiração e, portanto, demandam um esforço maior para propagar a voz. O professor precisa estar bem posicionado para facilitar a passagem do ar pelas cordas vocais. “Para se fazer entender sem precisar falar demasiadamente alto, é recomendável que se articulem bem as palavras e que se fale no ritmo normal, sem acelerar o discurso”, orienta Maria Carolina Furlan.

Os gestos também servem para confirmar o que está sendo dito e facilitar o entendimento. Se a sala de aula é muito grande, o professor pode explicar o assunto enquanto anda entre os alunos e criar outros recursos didáticos que permitam a interação com os estudantes. Dessa forma, envolve ainda mais os alunos com o assunto abordado e cria intervalos para repouso da voz durante a aula.

O cigarro também prejudica a saúde vocal. As toxinas presentes no tabaco irritam a mucosa respiratória e causam tosse, pigarro e o aumento de secreções.

Para quem acha que são muitos os cuidados a serem observados, o professor de português Eduardo Feitosa, de Jaboatão dos Guararapes (PE), tem a solução. “Basta observar um detalhe por vez. É difícil mudar todas as nossas atitudes que prejudicam a voz, mas, com a mesma paciência e dedicação que temos para o ensino, é possível conseguir. Afinal de contas, os principais beneficiados somos nós, os professores”, destaca.

Dicas para manter a boa saúde vocal
 Evite gritar ou forçar a voz
 Fale sem pressa, articulando bem as palavras
 Evite falar enquanto escreve na lousa
 Proteja-se das variações climáticas
 Beba bastante água, inclusive durante a aula
 Mantenha uma alimentação equilibrada
 Durma bem
 Posicione-se corretamente ao falar
 Pratique exercícios vocais (ler em voz alta, treinar o timbre e a dicção)

Texto de Dulce Mesquita (editorial@humanaeditorial.com.br)